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Seguros batem recorde em 2008

O setor de seguros, previdência e capitalização caminha para atingir este ano a marca histórica de R$ 100 bilhões, um recorde histórico. A crise, apesar de ter afetado o resultado financeiro das seguradoras, ainda não teve impacto nas vendas das apólices. A expectativa é que o setor cresça 18% em 2008. Para 2009, porém, os especialistas acreditam em impacto maior da crise e uma menor taxa de expansão, ao redor de 13%.

Algumas apólices tendem a ter impacto mais direto. É o caso do seguro para automóveis, o carro chefe do setor. Com as montadoras zerando a produção de carros novos e o financiamento mais difícil, as apólices devem ter uma desaceleração, depois da recuperação que vinham tendo em 2008 após o fraco ano de 2007, quando tiveram crescimento de só 1%. Este ano, até setembro, a expansão foi de 13%. A SulAmérica chegou a registrar crescimento de mais de 20%. Na Azul Seguros, a empresa de seguros populares da Porto Seguro, o aumento foi de mais de 60%.

Outro segmento que pode ser afetado é o de crédito. O seguro prestamista (que protege o banco da inadimplência do tomador por morte, invalidez ou perda do emprego) também deve ser afetado. Este tipo de apólice vinha crescendo cerca de 40% ao ano desde 2005. Mas os especialistas afirmam que as vendas vão se desacelerar com a escassez de empréstimos bancários. Neste segmento, é esperado impacto já no último trimestre de 2008.

O setor de seguros depende muito do desempenho da economia. Historicamente, o segmento costuma crescer cerca de três vezes a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Relatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que acaba de ser divulgado prevê crescimento de dois dígitos para o setor até 2010. Para 2009, considerando um crescimento do PIB de 3%, a Susep estima expansão de 16% para os seguros.

Para entender de forma mais clara os impactos da crise no setor de seguros, a CNSeg (a confederação nacional das seguradoras) está criando o "fórum da crise". "É uma crise muito profunda e o mercado segurador é muito singular, com vários tipos de empresas", afirma João Elísio Ferraz de Campos, presidente da Fenaseg. A idéia do fórum é ouvir o próprio mercado para depois avaliar impactos e soluções.

Arthur Farme dAmoed Neto, diretor de relações com investidores da SulAmérica, argumenta que o mercado segurador tem uma inércia, porque os contratos são de longo prazo. Além disso, o setor tem baixa presença em vários segmentos da população, o que reduziria o impacto da crise.

O executivo cita como exemplo o seguro dental, que começou a crescer forte desde o ano passado. As empresas começaram a oferecer esse tipo de benefício aos funcionários e seguradoras como Bradesco e MetLife resolveram apostar no segmento. "Essas empresas não vão simplesmente parar de oferecer esse benefício." Para ele, um impacto mais pronunciado ocorrerá apenas se a crise tiver uma longa duração.

Helio Novaes, sócio da Quórum Corretora, diz que as pessoas não vão deixar de ter um seguro para seu carro ou um seguro saúde, mesmo em tempos de crise. O impacto maior, diz ele, seria em segmentos como o de apólices para transporte ou crédito, que esfriam com a economia crescendo menos.

O seguro garantia, que garante a execução de uma obra dentro do prazo previsto, é outro na lista dos afetados. Alexandre Malucelli, vice-presidente da JMalucelli, maior seguradora de crédito do país, diz que este ano, como muitas obras e projetos, sejam do governo ou das empresas, já estavam previstos há tempos, o mercado de garantia não será afetado. O mercado deve crescer mais de 70%, mas para 2009 as projeções são de expansão entre 20% a 30%, número ainda expressivo, mas menor que a média dos últimos anos. "Pode ocorrer uma queda nos novos projetos por causa do menor financiamento disponível na economia", diz Malucelli.

Já o seguro de crédito para empresas tende a andar na contramão e crescer, tanto as apólices para companhias exportadoras quanto aquelas para o mercado interno. "A crise está chegando à economia real e estamos notando que a procura aumentou muito", afirma Jesús Angel Victorio Cano, diretor-presidente da Crédito y Caución, seguradora espanhola que resolveu apostar no país. A procura, diz ele, chegou a aumentar entre 30% e 50%.

Fonte: Valor Econômico 17/11/08

 

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